Candidíase: causas, sintomas e tratamento. Um alerta também para os homens!!!

Amigas e amigos se preparem porque este é um MEGA post…

O que é Candidíase?

A candidíase é uma infecção causada pelo fungo Candida, geralmente Candida albicans. Ela é mais famosa por afetar os órgãos genitais femininos, mas pode aparecer em outras regiões como:

  • Órgãos genitais masculinos
  • Pele
  • Unhas
  • Garganta
  • Boca
  • Corrente sanguínea.

Apesar do maior número de casos em mulheres, também existem casos de candidíase no homem.

Tipos

O tipo de candidíase depende mais do local em que ela aparece:

A forma mais comum da candidíase, acomete mulheres que estejam com o sistema imunológico mais frágil ou com a flora vaginal desequilibrada. Nesses casos, o fungo, que já está presente no organismo, consegue se replicar mais, já que o corpo perde os recursos necessários para contê-lo.

Candidíase peniana 

A candidíase no pênis não é tão comum como a candidíase vaginal, porém merece cuidados quando se manifesta. Na maioria dos casos, a vulnerabilidade no organismo causada por problemas de saúde é fator primordial para que o fungo se reproduza em excesso no homem. Diabetes e higiene precária são fatores comuns.

Candidíase oral

A candidíase oral pode ser diagnosticada em crianças, idosos, diabéticos, em adultos após o contato íntimo desprotegido e pacientes em fase de tratamentos que comprometem o sistema imunológico. Ela é caracterizada por pequenas aftas na boca e dificuldade para engolir.

Candidíase de esôfago

As esofagites de causa infecciosa causada pelo fungo Candida albicans é o mais raro dos tipos de inflamações no esôfago e predominam nos pacientes de baixa imunidade, principalmente nos portadores de câncer e soropositivos. A candidíase de esôfago é mais comum em idosos e raramente acomete crianças, exceto quando há comprometimento de imunidade.

Candidíase na pele (Intertrigo)

O intertrigo é uma infecção causada na pele que pode aparecer sem outros fatores associados. Ela ocorre principalmente pelo atrito entre as peles, criando assim pequenas lesões em que surge um ambiente propício (calor, umidade e alimento) para a proliferação de bactérias e fungos. Geralmente, as partes do corpo que estão mais vulneráveis a essa doença são dobras como:

  • Axilas
  • Virilha
  • Nádegas
  • Barriga
  • Pescoço
  • Sob as mamas
  • Entre os dedos das mãos e dos pés
  • Parte interna das coxas.

Candidíase disseminada

O quadro recebe vários nomes, como candidíase disseminada ou invasiva e ocorre principalmente pessoas com o sistema imunológico debilitado, podendo assim atingir recém-nascidos de baixo peso e hospedeiros imunocomprometidos, sendo muito comum nas ocorrências de infecções hospitalares. Nesse caso, o fungo atinge a corrente sanguínea, podendo afetar qualquer órgão (como válvulas cardíacas, cérebro, baço, rins e olhos) e causar complicações graves. Em casos mais graves ela pode evoluir de forma fatal.

Causas

O principal causador da candidíase vaginal é o fungo Candida albicans. Esse fungo já existe em pequenas quantidades no organismo da mulher e vive em equilíbrio com a flora vaginal.

No entanto, alguns fatores podem levar ao seu desequilíbrio no organismo, levando o fungo a se reproduzir e a causar sintomas. Áreas quentes e úmidas são mais propícias para o fungo se propagar. Portanto, as partes íntimas, zonas de dobra de pele e garganta e boca são mais propícias ao aparecimento do problema.

Além disso, o desequilíbrio da concentração desse fungo pode aparecer com mais facilidade em adultos ou crianças que possuem o sistema imunológico debilitado, já que são as defesas do nosso organismo que ajudam a conter seu crescimento exagerado.

Candidíase na gravidez

Na gestação ocorrem mudanças na flora genital, que apresenta maior vascularização local, aumento na produção de lactobacilos e mudança do PH da vagina que fica mais ácida e isso pode favorecer a proliferação de fungos e a ocorrência de candidíase.

Candidíase e sexo

A Candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST). Por isso, mulheres e homens que nunca tiveram relações sexuais podem ter candidíase. No entanto, pessoas com uma fauna genital e sistema imunológico mais prejudicado podem adquirir candidíase através do sexo. Neste caso, indica-se que a pessoa em tratamento para candidíase mantenha abstinência sexual.

Fatores de risco

Diversos hábitos podem aumentar o risco do fungo Candida albicans se espalhar pelo organismo, causando a candidíase vaginal. Veja alguns deles:

Uso de antibióticos

A microbiota vaginal é formada por diversas bactérias. Algumas delas são aliadas do organismo e ajudam a conter as bactérias e fungos que podem ser nocivos. No entanto, antibióticos de largo espectro – aqueles que são eficazes contra uma ampla gama de bactérias – podem matar essas bactérias saudáveis na sua vagina, o que pode levar ao crescimento do fungo da candidíase vaginal.

Consumo excessivo de doces e carboidratos em geral

Os carboidratos propiciam o crescimento do fungo da candidíase vaginal de duas formas. A primeira é através da alteração do pH, que se torna mais ácido, logo é um ambiente muito mais propício para que a Candida se prolifere.

Além disso, a glicose também serve como alimento para esse fungo. Quando ela está em excesso no sangue, pode ajudar no aparecimento da candidíase vaginal.

Pessoas com diabetes também podem apresentar mais crises recorrentes de candidíase vaginal (além dos outros tipos).

Sexo sem proteção

Embora a candidíase não seja considerada uma DST, ela pode ser transmitida por meio do contato sexual, principalmente para as genitálias e boca.

Locais e roupas úmidos

O fungo a candidíase prefere locais úmidos, por isso a vagina é um local tão comum para essa infecção. Frequentar piscinas, ficar muito tempo com roupas de banho molhadas ou mesmo não secar corretamente a região genital pode propiciar uma candidíase vaginal.

Outros fatores que interferem no sistema imunológico

  • Dormir mal ou pouco
  • Ingestão insuficiente de vitaminas e minerais, consequência de uma dieta pouco equilibrada
  • Alto nível de estresse
  • Gripes fortes
  • Uso de drogas.

Sintomas de Candidíase

Sintomas da candidíase vaginal

A candidíase vaginal costuma causar principalmente um corrimento esbranquiçado. Veja a lista de principais sintomas:

  • Coceira na área vaginal
  • Dor e vermelhidão na área vaginal
  • Corrimento vaginal branco e agrupado, parecido com queijo cottage
  • Relações sexuais dolorosas.

Sintomas da candidíase peniana

  • Coceira, ardência e inchaço na ponta do pênis
  • Relações sexuais dolorosas
  • Ardência ao urinar
  • Feridas (rachaduras) na pele do pênis
  • Corrimento branco e agrupado
  • Odor forte.

Sintomas da candidíase oral

  • Vermelhidão, ardência e desconforto na boca
  • Dor e dificuldade para engolir
  • Manchas brancas dentro da boca e na língua
  • Rachaduras no canto da boca.

Sintomas da candidíase de esôfago

  • Dor ao engolir
  • Dor no peito
  • Náuseas e vômito
  • Dor abdominal
  • Perda do apetite.

Sintomas da candidíase na pele

  • Vermelhidão na região das dobras
  • Escurecimento da pele nesta região, com formação de erosão e crostas
  • Descamação
  • Coceira e queimação na região das dobras
  • Saída de líquidos nas lesões.

Procure sempre ajuda médica!!

Caso você apresente coceira, dor e vermelhidão na área genital, aliadas ou não de corrimento vaginal branco e espesso, procure um ginecologista imediatamente.

Especialistas que podem diagnosticar uma candidíase vaginal são:

  • Ginecologista
  • Clínico geral.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são seus sintomas vaginais?
  • Você nota um odor vaginal mais forte do que o comum?
  • Há quanto tempo você apresenta estes sintomas?
  • Você já tratou alguma infecção vaginal?
  • Você usou antibióticos recentemente?
  • Você é sexualmente ativa?
  • – Que medicamentos ou vitaminas você toma regularmente?.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para candidíase, algumas perguntas básicas incluem:

  • Como posso prevenir infecções fúngicas?
  • Quais sintomas eu devo observar?
  • Preciso tomar algum medicamento?
  • Meu parceiro, ou parceira, precisa tomar algum medicamento?
  • O que eu faço se meus sintomas retornarem após o tratamento?
  • Lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Seu histórico médico, incluindo outras condições que tenha e medicamentos ou suplementos que tome com regularidade
  • Se possível, peça para seu parceiro ou parceira te acompanhar.

Como Fazer o Diagnóstico de Candidíase

Diagnóstico da candidíase vaginal

O diagnóstico da candidíase vaginal começa a ser feito com o histórico do paciente, como infecções vaginais passadas e também se a paciente já teve alguma DST.

O próximo passo é um exame físico. O ginecologista usa um espéculo para segurar as paredes vaginais para visualizar melhor a vagina e o colo do útero. Ele também pode colher amostras de secreção para análise laboratorial.

O outro passo é justamente essa análise da secreção vaginal. Se as infecções por candidíase vaginal forem recorrentes, o médico pode inclusive pedir uma análise mais detalhada.

Diagnóstico da candidíase peniana

O diagnóstico da candidíase peniana começa a ser feito com o histórico do paciente, como infecções vaginais passadas e também se o paciente já teve alguma DST. Depois são feitos os exames para observar as condições do pênis 

Diagnóstico da candidíase oral ou esofágica

É preciso fazer um exame de cultura de escarro e da boca para verificar a ocorrência do problema.

Diagnóstico do intertrigo

O diagnóstico do intertrigo é feito com base na observação dos sintomas da doença e através de exames como:

  • Raspagem da pele e exame KOH (hidróxido de potássio) para eliminar uma infecção por fungo
  • Biopsia da pele, que pode ser necessária em casos mais raros para confirmar o diagnóstico.

Também é indicada a realização de exame de sangue para o diagnóstico mais preciso, principalmente, para verificar se o indivíduo não está com diabetes. O intertrigo pode ser um dos sintomas iniciais da diabetes.

Diagnóstico da candidíase invasiva

Nesses casos os exames de cultura de escarro, boca, vagina, urina, fezes, ou pele não significa necessariamente infecção invasiva e progressiva. É preciso realizar exames de cultura do fungo no sangue, fluido pericárdio ou mesmo amostras de tecidos retiradas em biópsias para confirmar o diagnóstico.

Como Realizar o Tratamento de Candidíase

O tratamento da candidíase, seja onde for sua localização, normalmente consiste no uso de pomadas antifúngicas ou medicamentos antimicóticos de uso local.

Tratamento para candidíase recorrente

Vale a pena conversar e ser examinado pelo seu médico para determinar se existem fatores de risco (ex.: uso de corticoides, infecção pelo HIV, diabetes etc).

Também pode-se investigar qual é a espécie de Candida responsável. Muitas vezes os tratamentos comuns para candidíase não matam outros tipos de Candida, e a pessoa passa a ter recorrência. A cultura do local infectado pode auxiliar na detecção do fungo e terapia direcionada.

Em casos de candidíase vaginal recorrente, o médico pode indicar medicamentos orais para que o quadro não retorne. Além disso, mudanças na alimentação pode ajudar esses casos.

Como tratar a candidíase na gravidez

Os antifúngicos orais presentes no mercado estão contraindicados para as gestantes. O ideal é que se use pomadas locais.

Por isso, na gravidez é comum episódios recorrentes de candidíase, já que muitas vezes o fungo torna-se resistente aos tratamentos tópicos com cremes.

Tratamento para candidíase invasiva

No caso específico deste tipo de candidíase mais grave, o manejo do tratamento é feito no hospital, com suspensão de medicamentos imunossupressores e administração de medicamentos mais fortes.

Medicamentos para Candidíase

Existem diversos medicamentos usados para o tratamento de candidíase. Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Uma vez que você for diagnosticado com candidíase, é importante manter alguns cuidados, como:

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
  • Não fumar
  • Manter-se sempre hidratado
  • Evitar relações sexuais durante a fase inicial do tratamento
  • Usar preservativo em todas as relações sexuais
  • Evitar alimentos ricos em açúcares  e gordura
  • Usar cuecas de algodão para ajudar a manter a pele e o pênis seco
  • Evitar roupas quentes, apertadas ou molhadas
  • Usar o medicamento pelo tempo necessário definido pelo médico, pois o tratamento incompleto pode gerar a Candidíase recorrente.

Prevenção

A maioria dos casos de candidíase, incluindo a vaginal, pode ser evitada mantendo a pele limpa e seca, utilizando antibióticos apenas com orientação médica, e seguindo um estilo de vida saudável, incluindo alimentação adequada. Pessoas com diabetes devem tentar manter o açúcar no sangue sob controle. Se você é soropositivo ou tem outra doença que favoreça episódios recorrentes de candidíase, o uso contínuo de drogas antifúngicas pode ajudar a minimizar crises.

Fazer a higiene íntima regularmente, preferir roupas com tecidos de algodão e evitar peças justas, além de evitar o uso contínuo de absorventes internos também ajudam a evitar a candidíase vaginal. Usar camisinha em todas as relações sexuais também evita que você seja infectado.

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