Startup cria geolocalizador baseado em 3 palavras

what3words

Nas descomplicadas ruas da América do Norte, vielas da Europa ou abarrotados centros de cidades da Índia é possível se perder ou simplesmente não encontrar aquele que espera no local combinado. Mesmo com um GPS, turistas – e mesmo carteiros e empresas de logística – esbarram no endereçamento inexato ou inexistente em ruas do mundo todo. Afinal, de acordo com a ONU, este é um problema que atinge 75% do planeta (135 países).

Para resolver – ou ao menos amenizar – a situação, a startup inglesa what3words criou um sistema de endereçamento universal baseado em uma grade de 3m x 3m. Ao dividir o mundo em 57 trilhões de quadrados, o geolocalizador transforma coordenadas geográficas em endereços de três palavras. Sem ter que decorar números, o usuário passa a relacionar palavras-chaves e consegue informação exata sobre qualquer localidade.

O sistema, que já recebeu mais de US$ 10 milhões em rodadas de investimentos desde seu lançamento, em 2013, tem gerado interesse de empresas, órgãos públicos e descomplicando o trabalho de empresas que levam turistas a regiões afastadas dos grandes centros. Na Irlanda, por exemplo, guias turísticos já trazem em suas versões impressas e online o endereço de eventos e patrimônios da humanidade com três palavras, além de estimular o uso do app entre seus profissionais. Agora, o monumento megalítico local “Drombeg Stone Circle” que lembra um “mini-Stonehenge” é facilmente encontrado no app pelo endereço calling.underscrewed.pacers.

Caso você não encontre nenhum Uber para carona em camelos em sua próxima viagem a desertos, você poderá chegar onde quiser com o endereçamento de três palavras

O aplicativo oferece seu serviço em dez idiomas – incluindo o português – e funciona off-line. Com um sistema de detecção de erros, ele afasta palavras parecidas no endereçamento (por exemplo, mesa.cadeira.lâmpada e mesa.cadeira.lâmpadas estão em continentes diferentes), além de dar mais autonomia a viajantes experientes que montam seus passeios e literalmente trazer um norte aos ocidentais que viajam a países de línguas orientais e vice-versa.

Além de empresas de turismo, o sistema tem gerado interesse de governos. Na tarefa de melhorar as entregas em suas planícies de baixa densidade demográfica, onde vive sua população nômade, a Mongólia selou um acordo com a what3words na semana passada para seus correios. Com o mesmo intuito, a empresa de logística Aramex anunciou um investimento de US$ 2,94 milhões na startup para solucionar a dificuldade de entrega em países do Oriente Médio, da África e da Ásia.

Na Austrália, onde 85% da população vive a menos de 50 quilômetros do litoral e quase 90% da área não possui endereçamento preciso, o app chegou no começo de junho e ainda parece facilitar a tendência de se montar moradias em containers. No Brasil, onde 11,5 milhões de pessoas moram em mais de mil favelas, os serviços de entrega Carteiro Amigo têm adotado o sistema what3words desde 2015 em 12 comunidades do Rio de Janeiro. Depois que os Correios entregam as cartas à associação de carteiros, esta se responsabiliza por entregar encomendas a resistências em mais de três mil ruas sem mapa.

              Divulgação What3words

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